Sim, mais uma fanfic! hehe

Essa é bem mais levinha que as outras (que já são leves se for comparar com as obras da Chai Jidan, huehuehue). Ela tem alguns "erros" que não são bem erros, são detalhes que não condizem com o local onde eles estão e, se eu pudesse, eu tiraria ou mudaria (XD), mas, assim como as outras, essa fic é muito fofa e também tem uma parte no ponto de vista do Phun. *___* Por isso decidi postar. hehe

De novo, não tenho certeza se a autoria está certa (porque a menina do Wattpad não coloca os créditos em cada capítulo, mas dá os créditos de várias fics juntos na primeira página, aí fica difícil saber de quem é qual capítulo), eu acho que é dessa pessoa porque o estilo da escrita é igual. XD

Espero que gostem.

Lena.

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Love Sick the series - Fanfic

Sem rótulos.

Autora: Bambikill
Tradução: Lena.


É estranho como as coisas parecem estar fora do nosso controle. Como, às vezes, nós parecemos não ser capazes de parar a nós mesmos.
Existe tal coisa como destino?
Uma força que nos puxa em uma certa direção, quer queiramos ou não?
Coisas que são destinadas a acontecer?
Pessoas que devemos encontrar?
Talvez exista.
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Noh – Sem Rótulos
A noite ainda está viva do lado de fora do nosso quarto de hotel. Sons fracos procuram o caminho através da porta da sacada que está ligeiramente aberta deixando entrar a brisa morna do oceano. O som das ondas. Música e risos de pessoas dos pequenos restaurantes que ficam alinhados a rua perto da praia.
Carros e tuktuks passando, soando suas buzinas. Sons confortáveis e familiares que nunca estão longe em casa também.
Igualmente familiar é a sensação de ter Phun em meus braços e os lábios dele nos meus. Como se ele sempre estivesse lá.
É engraçado como eu não consigo me lembrar como era quando ele não estava. É como se eu não conhecesse nenhum tempo antes de Phun. Toda vez que abraçamos um ao outro parece tão natural, tão simples. Como se isso fosse como realmente deveria ser.
Nós tentamos ignorar nossos sentimentos e nos manter na linha, mas nós simplesmente parecemos não ser capazes de manter nossas decisões. É só difícil demais.
É como se nossos corpos decidem por nós, eles parecem se atrair um para o outro como se por gravidade. Vez após vez.
Estou tão cansado de pensar sobre as outras pessoas, canso da culpa. Especialmente desde que descobrir sobre os segredos sujos da Aim. Por que as coisas precisam ser tão complicadas? Bem, que se dane, eu não vou mais me sentir mal por ela.
Talvez eu e Phun não possamos ficar juntos naquele sentido especial da palavra, mas isso realmente não importa contanto que eu possa ter qualquer pequena parte dele que eu puder.
Ele está aqui, ele está me abraçando da mesma forma que estou abraçando ele, os olhos e corpo dele me dizem que ele está cheio dessas mesmas emoções que eu estou. E isso realmente é a única coisa que importa. Pelo menos agora nós podemos ficar nesse mundinho que só pertence a ele e a mim.
Sendo só Noh e Phun.
Mesmo que nossas vidas estejam completamente bagunçadas e tudo seja complicado, estou feliz agora, sendo capaz de abraçar a pessoa que mais me importa.
Os olhos de Phun são um veludo preto ao luar. Poços escuros que contam os sentimentos dele e que fazem eu querer me perder nas profundezas deles e nunca sair.
A pele dourada pálida dele que bronzeou ligeiramente hoje está quente sob minhas mãos e lábios, e o cabelo dele, que ele não lavou essa noite, está com cheiro de sol e mar.
A respiração quente dele tem gosto de menta quando nossas línguas entrelaçam, explorando as bocas um do outro.
Os lábios dele, suaves como pétalas, encontrando os meus, mordendo divertidamente.
Passando a ponta da língua dele sobre meu lábio inferior, provocando e lenta mas firmemente me deixando louco de desejo.
Ele passa as pontas dos dedos todo o caminho da base do meu pescoço até minha lombar, disparando descargas elétricas pelo meu corpo inteiro. Isso me faz estremecer e me pressionar contra ele, agarrando-o ainda com mais força e mais apertado.
Só os beijos de Phun são suficientes para me deixar excitado, mas, como sempre, quando ele me toca meu corpo responde imediatamente, como se por um comando mágico (Ele é quase um mágico quando se refere a essas coisas – ele sempre parece saber exatamente o que vai me fazer vacilar).
Minha respiração fica mais curta, eu me sinto mais pesado e minha pele está formigando, pegando fogo por onde os dedos dele vagam, deixando um rastro ardente por todo o meu tronco.
Estou ficando inebriado e as batidas do meu coração ressoam em meus ouvidos, um eco do coração do Phun batendo forte contra meu peito.
Ah, eu o quero tanto nesse momento.
Eu deslizo minhas mãos para cima na barriga dele, por baixo da camiseta, fazendo ele arquejar ligeiramente e me segurar com força pela cintura.
“Espera, eu vou tirar isso.” Ele se desvencilha da camiseta e a joga no chão antes de se virar de volta para meus braços esperando impacientemente.
Quando ele volta, eu praticamente em enrolo em volta dele como uma cobra e capturo a boca dele para um beijo profundo, quase violento.
Eu corro minhas mãos pelo peito dele, provocando e brincando e gostando de ouvir ele gemer no fundo da garganta dele.
Eu não sei o que há comigo, sendo todo pra frente e carente. Talvez seja o fato de que essa é a primeira vez em um tempo que nós ficamos juntos assim.
Desde que decidimos não ter esse tipo de relacionamento, eu pensei que nós nunca mais poderíamos ficar juntos dessa maneira de novo, então, basicamente, é como dar doce a uma criança privada de açúcar.
Eu não tenho mais nenhum sentimento de culpa pela Aim, considerando o que ela fez. Eu só espero que Phun saiba o que ele está fazendo e que ele não seja devorado por sentimentos de remorso depois disso, mas eu confio nele para decidir por si mesmo quais são seus limites e parece que nós não os atingimos ainda.
No dito momento, Phun definitivamente não mostra sinal nenhum de querer parar o que estamos fazendo, pelo contrário. Ele está respirando pesadamente e seus olhos escuros estão nebulosos com desejo quando ele olha pra mim – o que me faz querer ele ainda mais.
Nós estamos completamente enrolados um no outro, tentando ficar ainda mais perto, nós dois ficando cada vez mais e mais impacientes.
Eu estou absolutamente duro como pedra e morrendo de vontade que ele me toque, mas eu não posso exatamente pedir para ele fazer isso. Ou melhor, de jeito nenhum eu faria isso (Eu não sou completamente tão ousado assim).
Eu resolvo o problema de como mencionar isso indo primeiro, então eu deslizo uma mão para dentro da boxer dele enquanto meu coração está martelando inconscientemente contra minhas costelas.
Ele está bem evidentemente – e se for sequer possível – ainda mais no clima do eu.
Phun vacila e solta um som surpreso seguido diretamente por um gemido baixo e trêmulo enquanto enterra os dedos nas minhas costas e encosta a testa em meu pescoço. Eu posso ver que preciso ir com calma se não for para isso acabar rápido demais, então eu tento ser tão cuidadoso quanto posso.
Meus movimentos lentos fazem ele estremecer pelo corpo todo e ele se empurra na minha direção enquanto está ofegante.
Isso é bem divertido, na verdade, saber que eu posso deixar esse cara calmo nesse estado e ouvir ele gemer meu nome. Hehehe
Agora, uma das mãos de Phun se deslocou e está impacientemente tateando o caminho para dentro do meu short para retribuir o favor. Eu dou um sobressalto quando ele me pega na mão dele, quase terminando em um segundo.
“Espera! Para. Para. Espera.” Phun congela e fica absolutamente imóvel.
Enquanto eu respiro e espero que o mundo pare de tremer, Phun roça os lábios lentamente nas minhas bochechas e pescoço. Eu posso sentir que ele está sorrindo mesmo que não possa ver o rosto dele.
“Eu realmente não iria rir se fosse você... se me lembro bem, o caso foi o mesmo pra você alguns minutos atrás. Idiota.”
Agora eu posso sentir contra meu pescoço que o sorriso dele ficou ainda mais largo e ele dá uns risos abafados silenciosamente.
Ele levanta o rosto para mim e me olha direto nos olhos. Os olhos dele parecem ponderar, como se ele estivesse pensando em alguma coisa. Eu não faço ideia do que.
Então ele só me dá um sorriso suave e me beija profundamente enquanto nossas mãos continuam o que estavam fazendo antes.
Não demora muito até que nós possamos segurar mais e nós dois terminamos enquanto agarramos tremulamente um no outro.
Depois que nós dois mudamos para novas roupas íntimas (eu apenas cairia no sono com prazer logo depois, mas, infelizmente, shorts pegajosos e molhados não são muito agradáveis para se dormir) nós rastejamos de volta para a cama. Como eu já estava exausto antes, eu estou praticamente a beira da inconsciência agora.
A sensação pesada da satisfação física também espalha seu cobertor sobre minha cabeça e eu já estou praticamente dormindo quando murmuro um “Boa noite” para Phun e apago.
Pode não ser muito, o que nós temos, mas eu estou feliz com isso. Não é preciso de rótulo nenhum.
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Phun – Encruzilhada
Noh cai no sono quase imediatamente depois de desabar de volta na cama vestindo shorts limpos. Ele murmura alguma coisa que provavelmente era pra ser um “Boa noite”, mas não parece ouvir minha resposta. Eu rio um pouco e me inclino para puxar o cobertor para cima dos ombros dele.
Ele está dormindo profundamente com a boca meio aberta, ressonando gentilmente, parecendo uma criança pequena. Eu não posso evitar de plantar um pequeno beijo na têmpora dele.
Quando ele está dormindo, eu posso fazer esse tipo de coisas sem ele ficar todo envergonhado e defensivo. Eu acho as reações dele fofas também, mas eu meio que gosto da sensação de poder mostrar meu afeto sem ele começar um tumulto.
Eu me apoio em meu cotovelo com a cabeça em minha mão, apenas observando ele dormir. O peito dele está subindo e descendo lentamente acompanhando a respiração dele em um ritmo regular.
Ao luar, a pele dele parece ainda mais pálida do que o normal, especialmente em contraste com os cílios pretos que roçam as bochechas dele. Seus lábios escuros estão entreabertos e o aparelho dele está brilhando na luz fraca. Ele é adorável.
Eu nem consigo lembrar que eu jamais acharia aparelho algo adorável antes de começar a ter sentimentos pelo Noh.
Sentimentos.
Que sentimentos são esses?
“Você ama a Aim?”, Noh me perguntou antes.
“Eu nem sei como o amor é. mas eu me importo com ela e estou disposto a cuidar dela.” Eu não sabia como responder.
“Então isso provavelmente é amor”, ele disse. E eu pude ouvir a dor na voz dele mesmo que ele tenha tentado soar neutro.
Como eu poderia ao menos dar-lhe algo, dizer a ele um pouco de todos esses sentimentos que eu tento esconder para não dificultar as coisas para ele.
Então eu disse que aquelas eram coisas que eu sentia por ele também. Isso pareceu machucar ele mais do que acalmar.
Não importa como eu faça as coisas, eu acabo machucando alguém.
Aim está deitada em outra casa, em outro quarto, no outro lado do corredor, dividindo-a com Yuri já que eu me recusei a dividir um quarto com ela.
Aim que não sabe nada sobre o namorado dela estar traindo-a elas costas.
Eu amo ela? Eu amo o Noh?
O que é amor, afinal de contas? É claro que é algo sobre querer proteger e cuidar de alguém. Todos nós amamos nossas famílias e amigos e pessoas queridas, mas falando-se de sentimentos românticos... Eu acho que ele talvez seja sobre querer estar com alguém desesperadamente. Precisar estar perto desse alguém.
Sentir que seu coração faz piruetas em seu peito só de ouvir a voz ou ver o rosto dessa pessoa.
Quando você gosta das imperfeições de alguém porque elas são parte deles. Quando um olhar da pessoa pode levar sua cabeça até as nuvens ou fazer você sentir como se quisesse arrasta-los para a cama mais próxima, e se não tiver uma, se contentar com aquele lugar e momento.
É isso que amor é?
“Ignore todas as razões, esqueça quem nós devemos ser e jogue pro alto todas as coisas que são consideradas o certo a se fazer.”
Razões tão grandes para abster-se.
Por que eu não fiz isso?
As pálpebras do Noh tremulam ligeiramente e ele enruga o nariz em seu sono. Eu formo um sorriso com a visão. Ele parece um cachorrinho sonhando.
Eu simplesmente não consigo me conter. Eu estendo minha mão e traço meu dedo bem gentilmente da testa dele, para a ponta do nariz e para os lábios dele.
Ele enruga o nariz ainda mais quando meu toque faz cócegas e ele faz uma careta.
“Phun-nn...” Ele reclama com uma voz chorosa.
Eu vacilo, eu não percebi que o tinha acordado.
Eu espero pelas palavras grosseiras que provavelmente virão, mas elas não vêm. Ele não está acordado.
Eu dou risinhos em silêncio.
Eu viro meu travesseiro para pegar o lado frio e me deito para dormir quando Noh, de repente, estica os braços e me puxa para seu abraço.
Ele ainda está dormindo, eu posso dizer pela respiração dele, mas agora os lábios dele estão curvados no sorriso mais doce que eu já vi no rosto dele e ele suspira contente.
A visão faz meu coração parecer que vai explodir de alegria.
Ah.
Eu sorrio e deito minha cabeça sobre o peito de Noh.
Acho que sei afinal.

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