Oi gente!!!!

Sem capítulo novo de Addicted por enquanto... =(
Maaaas, eu finalmente terminei de traduzir o próximo capítulo de Chasing Summer! Yay! *coro de aleluia ao fundo*

Nossa... Desculpem mesmo a demora. Primeiro eu me prendi com Addicted (vício-mor) e depois eu me enrolei horrores com umas tantas palavras que não tem tradução direta para o português. =X

Bem, sem mais enrolação... Ah. Já ia esquecendo um detalhe importante...


AVISO: Esse capítulo contém descrição de ato sexual. SMUT!!! Não leia se não gosta, se não pode ou se... sei lá. hehe

Pronto.

Beijos~          
Lena.

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Capítulo 14: Je t’aime


Resumo:
Suavemente, docemente
Envolta nos braços do céu
Navegando, sobrevoando a lua
Coletando poeira estelar

Notas da Autora:

Eu sei que muitos de vocês gostam de sexo quente, sórdido, excêntrico (eu estou exagerando totalmente), mas eu só quero que vocês saibam que o que acontece nesse capítulo é o fazer amor super sentimental. Eu repito: fazer amor sentimental. ;)
(Além disso, estou muito feliz por vocês terem gostado do meu humor (cena da biblioteca) do último capítulo XD)

Grisha veio para casa mais cedo do trabalho, o que não teria sido um problema se eu não tivesse minha mão dentro da calça de Eren. Eu não acho que tenha me movido tão rápido em minha vida. No segundo que meus ouvidos registraram o som da porta da frente abrindo, eu estava de pé, fechando zíper e abotoando meus jeans na velocidade da luz. Depois disso, fiquei de pé desajeitadamente ao lado da cama até que Eren me puxou para perto dele. Eu tinha acabado de sentar quando a porta do quarto dele se abriu.
Grisha ficou parado na porta por vários segundos, os olhos disparando de mim para Eren. Então ele levantou uma caixa rosa de padaria que ele carregava. “Eu trouxe alguns cupcakes. Eles estarão na cozinha, se quiserem algum.”
“Okay,” Eren disparou. Eu pensei que aquilo fosse tudo que ele iria dizer, mas então ele continuou. “Hum, pai, você acha que estaria tudo bem se eu fosse para a casa da Petra?”
Se eu não estivesse congelado, eu teria lhe lançado um olhar por aquilo. Seria óbvio para um homem cego o que estávamos fazendo ainda agora. Sair logo depois de ser pego era confirmar isso, gritar que nós queríamos terminar o que tínhamos começado. Podia muito bem carimbar Culpado na minha testa.
Eu esperava que Grisha negasse, vir com uma desculpa para mantê-lo aqui, mas tudo o que ele disse foi, “Esteja em casa às onze. E Levi” – meu corpo inteiro disparou em atenção ao som do meu nome e eu olhei para ele como um cervo pego por faróis – “Eu fui sério no que disse na lanchonete.” Ele fechou a porta depois daquilo, me deixando sentado lá para apodrecer em minha confusão. Eu repassei o que tínhamos conversado durante o almoço e lembrei dele dizendo que aprovava eu estar com Eren.
“Aquele foi o jeito dele de lhe dar sua bênção,” Eren disse, se inclinando para o lado para dar um beijo quente no meu pescoço. A cabeça dele voltou para trás. “Você cobriu a marca que lhe dei?”
“Foi necessário. Eu não estava prestes a ir almoçar com seu pai com um chupão no meu pescoço, mas aquilo teria sido nada comparado com isso.”
Ele riu. “Pare de se preocupar com isso e vamos sair daqui.”
Eu peguei os sapatos dele do chão e joguei para ele. Enquanto ele os calçava, eu me perguntava como ir para a casa de Petra era de alguma forma melhor do que ficar aqui. Tanto Petra quanto Jean estavam lá e eu não conseguiria me concentrar com eles por perto. Só tinha um outro lugar que eu podia pensar no qual Eren e eu podíamos ficar completamente a sós, que era a minha casa, a casa onde eu não estivera há meses.
“No que você está pensando?” Eren perguntou, jogando as pernas sobre meu colo.
Eu olhei para ele, para aqueles olhos que me atraíram desde o dia um, e levei minhas mãos para segurar o rosto dele. Eu passei meu polegar pelos seus lábios partidos e ele fechou os olhos. Olhando para ele, para o jeito que ele aninhava a bochecha contra minha palma, uma onda de emoções tomou conta de mim, a intensidade disso esmagadora. Eu encostei minha testa na dele e sussurrei, “Tem uma parte de mim que você não conhece. É feia e escura, mas... Acho que estou pronto para lhe mostrar.”
Eren entrelaçou os dedos nos meus e beijou os nós dos meus dedos. “Para onde você vai me levar?”
“Para a casa do meu tio,” Eu disse a ele.
“O que lhe ensinou como lutar?”
“É.”
Ele pressionou as mãos em meus ombros. O peso delas fez eu me sentir amarrado ao presente. “Vamos.”
Eu o puxei para o meu colo, passando meus braços por baixo dos joelhos dele. A cadeira de rodas dele estava ao lado da porta. Por um segundo eu a encarei, a lembrança constante da doença dele. A FPI tinha tirado tanto dele e ainda não tinha acabado – não terminaria até ter roubado tudo. Eu não era bom em me expressar. Eu não podia entrelaçar belas palavras para ele ou recitar poemas de memória como ele fazia. Eu não podia evocar letras de música para combinar com o modo que ele me fazia sentir, mas eu podia dizer a ele como eu me sentia do meu próprio jeito desajeitado. Eu queria que ele soubesse que todos os dias que eu acordava, eu o escolhia.
“Ei,” eu disse, enterrando meu rosto contra o peito dele enquanto eu andava até a cadeira de rodas, “Eu quero ficar assim com você, sempre.” Ele fez um som suave, como se o que eu tivesse dito lhe causasse dor, mas eu pressionei. “Eu sei que você não quer me machucar, que você acha que o que está fazendo é egoísta, mas eu quero ficar ao seu lado pelo tempo que você aguentar, porque eu sempre vou desejar mais um dia com você. Eu não acho que algum dia eu vá cansar de ver o seu rosto.”
Enquanto eu o sentava, ele olhou para mim com alguma emoção estranha que acendia o verde escuro dos olhos dele como fogo. Eu não sabia se aquilo era bom ou ruim, ou se ele pensava que eu parecia um completo idiota naquele momento, mas então ele me beijou. Esse era um tipo diferente de beijo, nossos lábios pressionados juntos em uma confissão silenciosa: Eu amo você. Eu amo você.
Eu sempre o amaria. O tempo não seria capaz de apagar ou enfraquecer esse sentimento, mesmo quando ele não estivesse mais do meu lado.
Eu me inclinei para trás, pressionando meus lábios um no outro, trancando o beijo dele dentro de mim. Então eu segurei nos punhos da cadeira de rodas e o empurrei para fora do quarto. Na entrada, eu entreguei a ele seu cilindro de oxigênio. Ele suspirou, leve e derrotado pelo peso disso em seu colo. “Você tem um marcador?” eu perguntei.
“Eu sempre tenho um marcador.” Ele tirou um marcador permanente de ponta fina de seu bolso traseiro e passou para mim.
Sem olhar para ele, eu tirei a tampa e me inclinei sobre ele para escrever, em minha caligrafia desleixada: Isso não define você no cilindro de oxigênio.
Ele olhou para as letras retas e, então, olhou para cima. “Eu lhe amo tanto que dói,” ele disse.
“Eu sei como é.”
Nós saímos da casa depois daquilo, nós dois escondidos na caminhonete de Petra. O aquecedor estava ligado no máximo, nos aquecendo. No rádio, uma música suave tocava, mas logo desapareceu gradativamente para dar lugar a uma mulher cantarolando baixo e delicadamente. Eren de repente se estreitou, aumentando o volume até que tudo o que eu podia ouvir era a voz sensual da mulher cantando para nós em uma língua estrangeira. Ele começou a cantar junto com ela, a voz dele se harmonizando com a dela em uma polifonia perfeita.
Enquanto ele cantava, ele levou minha mão até seus lábios, beijando o topo de meus dedos, a respiração morna acariciando minha pele. Arrepios se espalharam pelo meu braço e ele trilhou a ponta dos dedos dos pequenos montes até meu ombro, onde ele afastou o colarinho da minha camisa para deslizar a mão por baixo dela. Tudo o que ele fazia enviava um arrepio pela minha espinha, o mundo inteiro se transformando em seus leves toques, no jeito que eu sentia os lábios dele roçando na minha pele, no som suave da voz dele.
Eu estava tão perdido no que ele estava fazendo que eu levei um minuto para perceber que tinha passado da estrada de terra que me levaria à casa de Kenny. “Merda,” eu murmurei, entrando no acostamento para fazer um rápido balão. Eren estava sentado lá parecendo divertido. “Não diga uma palavra.”
Ele sorriu. “Eu distraio você, Levi?”
“Mais do que você jamais vai saber. Que música é essa? É legal.”
La Vie em Rose de Melody Gardot. Eu citei letras dessa música quando lhe deu o desenho de Shiganshina como seu presente de formatura.”
“ ‘Quando ele me pega em seus braços e fala comigo suavemente, eu vejo o mundo através de óculos cor de rosa’.”
“Você lembrou,” ele disse, afastando o cabelo de minha testa. “Essa é apenas uma tradução aproximada, mas a própria música está tentando passar como é estar apaixonado. Tudo parece diferente, belo – sonhador.”
Eu virei na estrada de terra, ignorando a sensação que irrompeu corroendo meu estômago. Da mesma forma que o cilindro de oxigênio de Eren, essa casa não me definia. Kenny não me definia. Ele se fora e eu ainda era eu. Eu ainda era Levi. Eu nunca seria como ele. “Entendi,” eu disse para Eren apesar de minha voz parecer distante.
“Você está bem?”
Eu engoli, mas aquilo não serviu de nada para me livrar do nó que tinha se formado em minha garganta ao ver todas as coisas familiares passando por nós. Eu tinha tantas memórias horríveis nessa casa. “Sim e não.”
 “Levi, se você não estiver pronto–”
“Estou pronto,” eu interrompi. “Com você, estou pronto.” Eu queria encarar esses esqueletos no armário. Uma vez que fizesse isso, eles não poderiam mais me machucar.
Quando a casa finalmente apareceu à vista, eu relaxei meu pé do acelerador. Estava do mesmo jeito que sempre fora: uma casa branca de um andar que não era cuidada há anos. As persianas das janelas estavam caindo; a madeira lascada e esfarrapada. O jardim que uma vez foi verde agora era um marrom sem vida com buracos cavados por animais selvagens com alguns centímetros de distância entre eles. Há algum tempo essa tinha sido minha casa. Agora era só a casa de um estranho elevando-se diante de mim.
Eu estacionei debaixo do telheiro, girando a chave na ignição. O silêncio seguiu logo depois do motor parar, o peso dele tangível. Tinha uma razão para eu não ter voltado aqui, por que eu evitei isso por tanto tempo. Minhas pernas pareciam pesadas abaixo de mim, impossível se mexer, quase como se elas soubessem onde eu estava. Porém, quando Eren agarrou minha mão, apertando-a na dele, eu lembrei que estava tudo bem. Ele fez tudo estar bem.
Me inclinando, eu peguei a cânula e me virei para ele, passando-a por trás de suas orelhas. Ele sorriu enquanto a ajustava em seu rosto. Então ele envolveu meus pulsos com seus dedos, baixando-os para descansar em seu colo.
“Você sabe que passou por tudo isso, certo?” ele disse.
Eu fechei meus olhos e respirei fundo, deixando as palavras dele serem absorvidas. “Eu sei.”
“Não importa quais memórias esse lugar desenterrar, elas estão no passado. Elas não podem mais afetar você, a não ser que você deixe.”
Eu sabia daquilo também, mas era bom ser relembrado. “Você está pronto para entrar?”
“Você está?”
“Sim.”
“Então, eu também.”
Abrindo a porta do lado do motorista, eu peguei o cilindro de oxigênio dele e coloquei do lado de fora antes de sair. Eren saiu atrás de mim, sneakers Converse vermelhos se destacando contra o pavimento sem cor. Ele segurou o puxador do carrinho com uma mão e a minha mão com a outra. Juntos, nós andamos para minha velha casa que guardava pedaços de mim que eu desejava esquecer.
Quando alcançamos a porta da frente, eu me ajoelhei e peguei uma chave que eu tinha escondido no dia que me distanciei daquela casa, de Kenny. Ela ainda estava presa embaixo de um vaso, o prateado brilhando sob o céu carregado. Depois que eu destranquei a porta com ela, nós dois pisamos dentro ao mesmo tempo. O interior tinha um cheiro mofado, sem uso. Tudo estava coberto com uma camada de poeira, mas, fora isso, ainda era o mesmo. Era exatamente como eu lembrava.
Eren me rebocou adiante até estarmos em pé na sala de estar. Era o maior cômodo da casa, os sofás nele de um verde liso, o carpete de um marrom ainda mais tedioso. Eu notei que a tela da TV ainda tinha um aranhão enorme descendo bem no meio, uma coisa que eu tinha feito na esperança de que Kenny voltaria e veria, mas ele não voltou. Eu fizera aquilo por nada.
“Esse é você?” Eren perguntou, largando minha mão para pegar um porta-retratos do topo do aparador. Nele tinha uma foto minha e do Jean. “Quantos anos você tinha aqui?”
“Doze. Jean tinha onze.”
Ele tocou meu rosto na foto com o dedo indicador. “Ah meu Deus. Você era tão fofo.”
“Era?” Eu provoquei.
É. Definitivamente é.”
Nós andamos pelo resto da casa até chegar no meu velho quarto. Eu deixei Eren entrar primeiro e observei sua expressão enquanto ele olhava para tudo. Primeiro, ele pareceu fascinado pelo poster de Maxim que estava pregado acima de minha cama, que tinha sido coisa do Jean. Então, enquanto os olhos dele esquadrinhavam o resto do quarto, o rosto dele ficou pensativo. Eu o vi olhar para a colagem de fotos do lado de minha mesa. Ele tocou meu rosto em casa uma delas, como se ele pudesse alcançar meu eu mais novo por aquele simples gesto. Os dedos dele permaneceram sobre uma em que eu estava sorrindo. Petra tinha feito cócegas em minha cintura a tempo de Jean capturar o sorriso.
“Eu amo essa”, Eren disse, olhando para a foto como se fosse algo incrível.
“Você pode ficar com ela.”
Ele se virou para mim. “Sério?”
“É.”
“Eu vou tira-la quando sairmos,” ele disse, andando em direção a cama de solteiro. Ele se deixou cair nela, tirando a cânula de trás de suas orelhas. Ele deixou o tubo sobre o criado-mudo e, então, esticou os braços para mim. “Venha aqui, amore mio. Vamos fazer novas memórias nessa casa. ‘Venha dormir comigo: Não vamos fazer amor, o amor vai nos fazer.’
Eu caminhei até a cama, baixando minha cabeça para tocar meus lábios nos dele. Ele se inclinou para trás me levando com ele. Eu enrolei meus dedos na camisa dele enquanto ele empurrou meu casaco para trás nos meus ombros. Eu entendi o sinal e o tirei, jogando-o no chão sem me importar. Estar no meu velho quarto era estranho, mas eu gostei dele ter visto essa parte de mim e ainda estar aqui; me beijando e me tocando, me ajudando a tirar minhas roupas.
Quando eu puxei a camisa dele por cima de sua cabeça, o material deslizando pelos seus braços, eu prendi os pulsos deles com minha mão. Eu olhei para ele, para o jeito que a cor se espalhava pelas bochechas dele, macias e rosadas, como uma rosa. Ele era tão lindo, e eu entendi como, quando as câmeras não existiam, as pessoas aprenderam a desenhar para poder capturar a beleza de algo, de alguém. Se eu tivesse vivido naquele tempo, eu teria pintado até que pudesse replicar o sorriso tenro de Eren, a cor assombrosa dos olhos dele, o jeito que ele parecia quando olhava para mim.
Eu me inclinei para pressionar meus lábios logo abaixo da orelha dele. “Você terá que ser paciente comigo,” eu sussurrei contra a pele dele. “Eu apenas tenho uma vaga ideia do que estou fazendo aqui e não quero machucar você.”
“Não pense demais nisso. Vá se baseando em minhas reações.” Ele colocou a mão em minha bochecha desviando minha atenção de volta para o rosto dele. “Nós dois somos novos nisso, Levi. Vamos aprender juntos.”
Eu assenti uma vez antes de pegar minha calça jeans e pescar a camisinha e o lubrificante que a Sra, Brzenska me dera. Eu os coloquei sobre a cabeceira, soltei um suspiro trêmulo. Isso realmente estava acontecendo. Eren estava deitado sob mim, lábios partidos, esperando, e eu não podia imaginar fazer isso com outra pessoa que não fosse ele.
Mantendo contato visual com ele, eu passei minha mão pela lateral nua de seu corpo, deixando meus dedos passarem sobre seu abdômen inferior. Eu me inclinei para frente, beijando uma trilha de um quadril para o outro. Ao contato, ele começou a estremecer, leves tremores que passavam para meus lábios. Eu coloquei minhas mãos sobre ele para pressionar minhas palmas em sua lombar, persuadindo seus quadris para cima. Minha boca agora estava pairando logo acima da cabeça de seu membro; a espiração quente passando sobre a pele sensível, e um gemido tenso saiu dele.
Era o mais suave dos sons, mas me deixou maluco com desejo, me fez ansiar por ouvir mais.
Eren de repente se apoiou nos cotovelos, se inclinando para o lado para ligar um CD player que estava na minha cabeceira. Ele apertou o play e logo o quarto foi preenchido com a batida de uma música que eu esquecera anos atrás. “Então esse é o tipo de música que você--mm.” Os olhos dele se fecharam quando eu dei uma lambida experimental embaixo de seu comprimento. Ele expirou, olhar aquecido encontrando o meu. “Faz isso de novo.”
Eu fiz de novo, lentamente, mantendo vigilância sobre seu rosto. A boca dele se abriu em um gemido rouco que me fez tremer de antecipação. Eu me sentei, o corpo tenso, e apoiei meus braços dos dois lados da cabeça dele. Ele deslizou as mãos por eles, olhando para mim quando segurou meus pulsos. Eu olhei para ele por alguns segundos antes de alcançar e segurar o lubrificante. O vidro parecia impossivelmente pesado na palma de minha mão. Eu estava tão nervoso, mas Eren me guiou, tirando o vidro de minha mão para torcer a tampa.
Depois que ele derramou uma quantidade generosa em meus dedos, ele guiou minha mão por entre suas pernas. Sua respiração prendeu na garganta quando ele pressionou meu dedo escorregadio contra sua entrada. Eu me abaixei, nossos corpos se encontrando, e tomei os lábios dele com os meus. Eu estava tão consumido de desejo, completamente perdido nele, que eu quase não escutei como a respiração dele estava ficando difícil.
“Eren,” eu disse enquanto deslizava meu dedo para dentro dele, gentilmente, “Se você estiver tempo dificuldade de respirar, coloque sua cânula.”
As unhas dele mergulharam em minha pele, o corpo tremendo contra o meu. “Isso não seria” – ele arquejou quando meu dedo deslizou mais fundo dentro dele – “atraente: eu com uma cânula. Isso provavelmente não é como você imaginou isso acontecendo.”
“Ei”. Eu parei o que estava fazendo, encontrando os olhos dele. Deus, eu o amo tanto. Como ele podia pensar que eu me importaria de ele estar com a cânula? “Isso não importa pra mim. Isso não muda nada.”
Por que eu não conseguia dizer a ele tudo o que sentia? Por que as palavras eram tão evasivas quando eu mais precisava delas? Eu não estava aqui, me abrindo completamente para ele, simplesmente por causa da aparência dele. Isso era muito mais do que luxúria.
Seus olhos foram até onde a cânula estava na cabeceira e, então, de volta para o meu rosto. Ele não podia mascarar a expressão de preocupação que contorceu suas feições. “Isso não vai incomodar você? Seja honesto comigo, Levi.”
“Eu estou sendo honesto com você. Para mim, você é perfeito.”
Por um longo momento ele olhou para bem longe, perdido em pensamentos, e então ele se inclinou para o lado para pegar sua cânula. Ele fez todo o processo de coloca-la, inalando profundamente para recuperar seu fôlego. O tempo todo ele evitou contato visual comigo. Isso não era como eu tinha imaginado, ele se afastando de mim, envergonhado que a doença dele tinha se arrastado sem aviso prévio.
“Eu amo você”, eu disse a ele, porque era a verdade. “Isso” – Eu toquei o tubo que descansava sobre a bochecha dele – “Não muda o jeito que eu olho pra você. Nunca vai. ‘Nós não vamos fazer amor, o amor vai nos fazer’, lembra?”
Ele virou a cabeça para beijar minha palma, os olhos fechando. “Eu lembro.”
Eu comecei a mover meu dedo novamente, atento às reações dele. Ele parecia completamente absorvido no que eu estava fazendo, o lábio inferior preso entre seus dentes. Gotas de suor umedeciam o cabelo na testa dele e, porra, eu nunca soube que ele podia ser tão sexy. Meu corpo inteiro estava tenso, ansioso, mas eu tomei meu tempo abrindo-o. eu não queria ter pressa nisso e acabar machucando ele.
No tempo que eu deslizei para dentro um terceiro dedo, Eren estava arranhando meus braços, a cabeça movendo de um lado para o outro inconscientemente. “Estou machucando você?” Eu perguntei, de repente preocupado que eu estivesse fazendo tudo errado.
“Ãh?” Os olhos dele se abriram e me prenderam no lugar. Aquelas belas íris pelas quais eu me apaixonei desde o primeiro momento que eu vi que elas eram vivas com cor, mesmo que elas estivessem quase afogadas pelas suas pupilas dilatadas. “N-Não, você não está me machucando. Você fica tocando algo que–” Os olhos dele se fecharam rapidamente, a boca abrindo em um grito silencioso.
“Isso?”
Ele gemeu de um jeito que me fez doer o âmago. Quando ele se recuperou, ele disse, “Você me deixa doido.” Ele se sentou e, sem aviso prévio, rasgou a embalagem da camisinha que ele havia pegado de onde eu colocara. Me inclinando para trás, eu assisti com muita atenção enquanto ele a desenrolava em mim. “Foi uma boa coisa ter aprendido como fazer isso antes. Agora” – ele se deitou de novo, correndo a mão por trás da minha coxa – “Pare de me fazer esperar.”
Eu engoli, os movimentos escorregadios e descoordenados enquanto eu passava lubrificante. Foi necessária cada gota de força de vontade que eu possuía para ir devagar, para continuar a ser delicado enquanto eu pressionava a cabeça do meu pênis na entrada dele. Arfadas entrecortadas saíam de minha boca e meus pensamentos ficaram atrapalhados, mas eu me forcei a me concentrar no rosto de Eren, para prestar atenção em qualquer sinal de que ele estava com dor. O calor apertado em volta de mim tornou isso difícil. Tudo de mim queria impulsionar para a frente, se entregar para o prazer enviando faíscas de calor para minha espinha.
Eu me inclinei para baixo, pressionando nossos corpos juntos. “Tenha certeza de me dizer se eu estiver machucando você.” Minha voz estava rouca e profunda, soando nada como eu. Ele seria o único que me ouviria desse jeito.
Eren colocou os braços em volta de mim, as pontas dos dedos subindo em meu pescoço. “Você não está me machucando,” ele disse enterrando os dedos em meu cabelo. “Você está tremendo.”
“É porque é preciso muito esforço para ir devagar,” eu confessei.
Com mais um empurrão gentil do meu quadril eu estava totalmente dentro dele. Ele me abraçou apertado e eu pude sentir seu vigoroso batimento cardíaco tão fortemente; era como se ele estivesse entocado em meu próprio peito, bem abaixo de minha caixa torácica.
“Pode se mover,” Eren sussurrou depois de um tempo. “Eu estou bem.”
Eu enterrei meu rosto na curva do pescoço dele e defini um ritmo lento. Eu continuei nesse ritmo até ele pendurar suas pernas em volta de minha costa, me obrigando a ir mais fundo, arrancando um gemido baixo de minha garganta. Os calcanhares dele afundaram na base de minha espinha e, quando eu olhei para ele, ele subiu e nossos lábios se encontraram em um beijo febril. A língua dele estava quente em minha boca; as unhas dele cavando e arranhando nas minhas costas, deixando marcas para trás que eu tinha certeza iriam durar dias. Mas eu não me importava.
Era dele para marcar.
Eu coloquei minhas mãos debaixo dele, segurando seus quadris para puxa-los para cima. Eu entrei e saí dele nesse novo ângulo e ele se apertou ao meu redor, gemendo meu nome como um apelo. Eu não podia pensar nada além de como isso era bom, estar aqui dentro dele, ouvindo ele arquejar meu nome com cada movimento que eu fazia. Eu estava tão perto, o prazer atingindo um nível insuportável. Eu não conseguiria segurar por muito mais tempo.
Sabendo disso, eu serpenteei uma mão para baixo entre nós, agarrando a base do pênis dele. Eu o masturbei rapidamente, mordendo seu lábio inferior, provando e engolindo cada som que ele fazia. Ele gozou de repente, as costas se curvando e saindo da cama, as paredes se apertando em volta de mim ao ponto que era difícil eu me mover. Eu gemi junto com ele até que atingi meu próprio auge, me entregando completamente a isso, deixando as ondas passaram por mim. Só depois que meu quadril parou que eu me forcei a levantar com os braços, colocando todo meu peso sobre eles, mesmo quando eles se recusavam a parar de tremer.
“Eren?” Eu questionei, querendo ter certeza que ele estava bem. Eu afastei para o lado o cabelo que grudava na testa dele, o polegar deslizando levemente sobre a sobrancelha dele.
“Eu não consigo pensar no momento. Me dê vinte minutos.”
Meus membros estavam trêmulos e fracos, então eu saí de dentro dele antes de desabar do lado dele na cama. Eu rolei para o lado para pressionar minha mão no peito dele, as batidas de seu coração logo abaixo das pontas de meus dedos. “Você está bem?”
“Mais do que bem,” ele disse com um sorriso idiota ilumindo seu rosto. “Está frio aqui.”
“A eletricidade não está mais ligada aqui, é por isso.” Eu me sentei. “Me dê um minuto.”
Eu saí da cama e descartei a camisinha antes de puxar uma pequena caixa de lenços da primeira gaveta de minha velha cômoda. Eu o limpei o melhor que pude. Então eu perguntei se ele queria que eu o levasse para casa.
“Não,” Eren resmungou sonolento. “Estou cansado. Vamos dormir.”
“Então primeiro vista sua camisa e boxers. Vai ficar ainda mais frio aqui.”
“Mas eu estou com muito sono.”
Eu rolei meus olhos, sorrindo. “Sente-se para que eu possa colocar sua camisa, então.”
“A sua camisa.” Ele se sentou, o cabelo uma bagunça. Eu apanhei minha camisa de onde eu havia jogado e passei pela cabeça dele.
“Aqui estão suas boxers.”
Ele a vestiu com um grunido. Eu fiz o mesmo com a minha e, então, rastejei de volta para a cama com ele, jogando a manta sobre nós dois. Ele imediatamente se aconchegou em mim, colocando as mãos dele entre minhas cochas.
“Eu não consigo sentir minhas pernas,” ele disse prazerosamente.
“Isso é bom ou ruim?”
“É bom. Eu me sinto sem ossos. ‘E agora você é meu. Descanse com o seu sonho em meu sonho. Amor e dor e trabalho devem todos dormir agora. A noite vira suas rodas invisíveis, e você está puro ao meu lado como uma brasa adormecida. Ninguém mais, Amor, vai dormir em meus sonhos. Você irá; nós iremos juntos, além das águas do tempo. Mais ninguém viajará pelas sombras comigo, apenas você, sempre-verde, sempre sol, sempre lua.´
Eu beijei a testa dele. “Eu espero que você perceba o quanto eu amo você.”
“Eu percebo, mas me diga sempre.”

(x)

Eu acordei algum tempo depois, o quarto mais do que frio. Eu puxei Eren para mais perto de mim, enfiando a manta em volta dele para manter dentro o calor de nossos corpos. Mal tinha luz do dia suficiente sobrando para contornar o rosto dele, suas feições suaves tornadas ainda mais suaves no sono. Eu coloquei minha mão na bochecha dele, com cuidado para não acorda-lo, e não pude imaginar viver sem isso. Eu nunca estaria pronto para desistir disso.
Pela primeira vez em minha vida, eu fiz uma oração que eu esperava que fosse alcançar qualquer Deus que estivesse disposto a escutar.
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Notas da Autora:

Então, eu fiz uma playlist. Eu incluí várias músicas que me fazem lembrar de Chasing Summer, mas se vocês quiserem ouvir, vocês podem aqui. Honeymoon e America são no ponto de vista do Eren, o resto é no de Levi. Além disso, se vocês quiserem compartilhar qualquer música que os façam lembrar da fic comigo, eu adoraria escutá-las. :)
Ah, o Levi é tão fofo. Ele não é muito de contato físico. Ele não se importa quando Jean ou Petra tocam nele (abraçar, passar os braços em volta dos ombros dele, etc.), mas ele é bem assim com Eren, ainda mais depois do ato. Ele simplesmente gosta de tocá-lo. Seja segurando as mãos, colocar a mão na costa de Eren, ou mexer com o cabelo dele, ele simplesmente gosta do contato. É tão adorável. (Amor assim existe, eu prometo a vocês.)

Como de costume, obrigada por lerem, por deixarem comentários. Eu agradeço a cada de um de vocês.
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4 Comentários

  1. Lena vc é incrível, eu te adoro,eu amo de mas essa fic

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  2. Meu Deus Lena que eps maravilindo obrigada!

    Ps:Tou esperando a vez do Bai e Gu

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  3. De repente... descobri que chipo XD kkkkkkk

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  4. Bom eu li este capitulo com esta musica no repit é linda e sensual - Dark Angel's Ascension (The Secret Kingdom)Obrigado Bjss

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